Carlos Alberto outra vez
Outubro 22, 2008
Pela segunda vez na temporada, Carlos Alberto volta à tona na mídia esportiva, não pelas suas belas (e raras) atuações e sim por problemas extra-campo.
Podemos voltar um pouco mais no tempo, exatamente na partida entre Lanus x Corinthains pela Copa Sulamericana de 2006, onde o jogador-problema brigou com o então técnico Emerson Leão ao ser substituído. Eu particularmente gostei da briga pois não sou fã do Leão, mas é óbvio que o jogador é meio problemático.
Em 2008 ele chegou ao “disciplinador” São Paulo após passagem fraca pelo Werder Bremen da Alemanhã. Um jogador no nível do Carlos Alberto (tecnicamente falando) não conseguir se firmar na Europa, é porque algum problema há atrás de tudo isso. Algumas poucas atuações – regulares na maioria delas - e o jogador começou com os seus atos de indisciplina: fez uma tatuagem sem o cossentimento do clube e arrumou briga com o volante Fábio Santos na concentração. O suficiente para afastá-lo da equipe do Morumbi.
Algumas semanas depois ele apareceu no Botafogo. Com status de craque e jogador “rejeitado” pelos dirigentes do Morumbi – inclusive para alguns torcedores do São Paulo – C.Alberto oscilou entre grandes partidas, onde foi destaque, e algumas outras fraquíssimas e o que é normal para todo jogador.
Agora, aliada a má fase da equipe de General Severiano tanto no Brasileirão quanto na Copa Sulamericana, surge a notícia de que Carlos Alberto e Lúcio Flávio estão “rachando” a equipe. O vice-presidente do Botafogo – Carlos Montenegro - afirmou que os jogadores estão dividindo o grupo e que isso é que tem prejudicado o Botafogo. Além disso, Carlos Alberto foi visto jogando futebol com amigos após pedir dispensa da partida entre Estudiantes x Botafogo ao qual alegou que estava lesionado.
O C.A. tem histórico de indisciplina e realmente fica muito dificil defendê-lo. Um jogador que com os seus 24 ou 25 anos pode terminar uma jovem carrreira de forma manchada. A Europa não o quer, os principais clubes brasileiros não tem interesse no jogador e os que poderiam contratá-lo, esbarram na questão financeira. C.A. ganha muito dinheiro para muitos problemas e pouco futebol. Uma pena. Num país onde os meias são cada vez mais escassos, C.A. mostra que é mais um na lista de “dispensaveis” do futebol.
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